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Horários: Optativas e Eletivas – 2/2007 – CLIQUE NAS IMAGENS PARA VISUALIZAR OU BAIXE O ARQUIVO EM ANEXO.

agosto 16, 2007

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Optativas e Eletivas – Quadro de Horários 2007/2

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História da Cultura, Mentalidades e Ideologias na Baixa Idade Média – Vânia Froes

agosto 13, 2007

Professora: VÂNIA LEITE FROES
História da Cultura, Mentalidades e Ideologias na Baixa Idade Média.
Horário: terça-feira – das 10h00min às 12:00 h
Período: 1/2007

1. Título: O “fazer histórico” de Georges Duby – estudos historiográficos

2. Ementa:
O curso deverá desenvolver três aspectos fundamentais da obra do grande historiador: a periodização, enfocando as principais mudanças de sua produção historiográfica, os conceitos de mentalidade, cultura e ideologia e seu engajamento nas principais mudanças do pensamento histórico da atualidade, o mapeamento das influências recebidas e de sua ação nas últimas décadas. Serão também estudadas as questões relativas à espacialidade e história, à questão da biografia para os historiadores, aos problemas da história imediata, da vida privada e da história de gênero, enfatizando-se os trabalhos do autor relacionados à cultura e mentalidades.

3. Programa
Módulo I: A historiografia como questão para o historiador
1. Problemas para uma análise historiográfica
2. Os mecanismos do “fazer histórico”
3. Teoria e prática consideradas no trabalho de análise historiográfica

Módulo II: As bases para o estudo da obra de Georges Duby
1. As heranças
2. Os dados biográficos
3. A Idade Média antes de Duby
4. A Idade  Média de Duby
5. O espaço e a vida rural como questões para o historiador

Módulo III: Os recursos para o estudo historiográfico de Georges Duby
1. Os depoimentos e textos autobiográficos
2. As entrevistas e a relação com a mídia
3. A escrita da história
4. As relações com os outros medievalistas

Módulo IV: Mentalidades, cultura e ideologia em Georges Duby.
1. As bases na produção dos medievalistas
2. O conceito de mentalidades
3. Mentalidades e ideologia – As Três Ordens e o Imaginário no Feudalismo
4. Mentalidades e cultura – o diálogo com Georges Dumézil
5. O gótico como mundivisão – O Tempo das Catedrais

Módulo IV: Idade Média, Idade dos Homens.
1. O poder feudal é masculino
2. História de Gênero e História das Mulheres

Módulo V: A história narrativa e a biografia
1. A recuperação dos aportes clássicos – a narrativa na História
2. A biografia e a memória como temas para o medievalista – Guilherme Marechal

Módulo VI: História Imediata e relações do historiador com o futuro
1. Ano 1000,  Ano 2000

Módulo VII: A herança de Duby
1. As mudanças na historiografia medieval
2. As relações com outros historiadores – as obras coletivas
3. Os herdeiros e a ação político-intelectual de Duby

4. Bibliografia Básica
DUBY, Georges. A civilização latina. Dos tempos antigos ao mundo moderno. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1989.
DUBY, Georges. A História continua… Rio de Janeiro: Zahar Ed.1994.
DUBY, Georges & BRONISLAW, Geremek. Paixões comuns. Conversas com Philippe Sainteny. Lisboa: Edições Asa, 1993.
DUBY, Georges. Le mental et le fonctionement des sciences humaines. L’Arc. Revue trimestrielle, Chemin de repentance. Paris: (72): 1-95, out./nov.dez./1990 Centre National des Lettres.
DUBY, Georges. Idade Média na França. De Hugo Capeto a Joana D’Arc. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992.
DUBY, Georges, LE GOFF, Jacques & outros. A nova história. Lisboa: Edições 70, 1983.
DUBY, Georges. Guilherme marechal, ou, o melhor cavaleiro do mundo. Rio de Janeiro: Edições Graal Ltda, 1987, 2a. ed.
DUBY, Georges. São Bernardo e arte cisterciense. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
DUBY, Georges. O tempo das catedrais. A arte e a sociedade (980-1420). Lisboa: Editorial Estampa 1979.
DUBY, Georges. As três ordens ou o imaginário do feudalismo. Lisboa: Editorial Estampa 1982.
DUBY, Georges. Economia rural e vida no campo no ocidente medieval. Lisboa: Edições 70, 1962, Vol.II
DUBY, Georges. Ano 1000 Anos 2000 – Na pista de nossos medos. São Paulo. Editora Unesp. 1998

História Oral – Samantha Quadrat

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professora: Samantha Viz Quadrat
Disciplina: História Oral
Código:            
Carga Horária: 60h/semestrais
Disciplina Instrumental

Período: 2/2007
Turma: Noite
Horário: 4ª: 20/22 – 6ª: 18/20

PROGRAMA DE DISCIPLINA
Título: História Oral

Objetivos:
• Discutir a relação entre História, Memória e História e o testemunho oral.
• Trabalhar as questões práticas da História Oral: ética, metodologia e técnica.
• Discutir trabalhos historiográficos que tenham como base a História Oral.
• Incentivar o uso de fontes orais no trabalho final de conclusão da disciplina.

Programa:
Unidade 1: História, memória e o testemunho oral: Esta unidade pretende discutir a relação entre a História Oral e as modernas correntes historiográficas, entre elas, a História do Tempo Presente e a renovação da História Política. Além disso, esta unidade discutirá a importância da questão da construção e da batalha pelas memórias e os desafios da História Oral diante desse quadro.
Unidade 2: O uso de fontes orais: questões éticas, metodológicas e técnicas: Esta unidade pretende discutir o tratamento da fonte oral em seus diversos aspectos, desde as questões éticas que envolvem a relação entre entrevistado e entrevistador, até a melhor técnica de armazenamento de um depoimento oral. Pretendemos também, nesta unidade, discutir questões metodológicas (como a organização de um roteiro de entrevista) e questões técnicas relativas à realização das entrevistas, transcrição e edição das mesmas.
Unidade 3: Estudos de casos: Esta unidade discutirá trabalhos historiográficos com fontes orais sobre temas como gênero, escravidão, situação-limite, mundo do trabalho, biografias, etc.

Bibliografia básica:
1. ALBERTI, V.; FERREIRA, M. M.; FERNANDES, T. M. História oral: desafios para o século XXI. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2000, v. 1. 201 p.
2. CARNOVALE, Vera, LORENZ, Federico y PITTALUGA, Roberto (comps.). Historia, memoria y fuentes orales. Buenos Aires:Memoria Abierta/CeDInCI, 2006.
3. FERREIRA, Marieta e AMADO, Janaína. Usos e Abusos da História Oral. RJ, FGV, 1996.
4. LUGÃO, Ana e MATTOS, Hebe. Memórias do Cativeiro. Família, Trabalho e Cidadania no Pós-Abolição.  Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
5. PEREIRA, Maria Ligia Leite. “Algumas reflexões sobre histórias de vidas, biografias e autobiografias”. In: História Oral – Revista da Associação Brasileira de História Oral, 3, 200, p. 117-27
6. POLLAK, Michael y Nathalie Heinich, 2006. “El testimonio” in: CATELA, Ludmila (org). Memoria, olvido, silencio. La Plata: Ediciones Al Margen, 2006.
7.______________.“Memória, esquecimento e silêncio”. In: Estudos Históricos, nº 3, Rio de Janeiro, 1989.
8. SALVATICI, Silvia. “Memórias de gênero: reflexões sobre a história oral de mulheres” In: História Oral – Revista da Associação Brasileira de História Oral, v. 8, nº 1, p. 29-42, 2005.
9. SCHWARZSTEIN, Dora. “História Oral, memória e histórias traumáticas”. In: História Oral – Revista da Associação Brasileira de História Oral, v.4, 2001, p. 73-83
10. THOMPSON, Paul. A Voz do Passado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

Avaliação:
Trabalho de final de curso utilizando a História Oral.

Hist. do Poder e das Idéias Pol. nos Tempos Modernos – Rodrigo Bentes

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor:    Rodrigo Bentes Monteiro
Disciplina:    Hist. do Poder e das Idéias Pol. nos Tempos Modernos
Tipo:     Núcleo Profissional
Eixo Cronológico: Idade Moderna
Linha Temática: Poder e Idéias Políticas

Período: 2/2007
Turma: N 1
Horário: 3ª: 18/20 – 5ª: 18/20

Programa de Disciplina

Título do Programa: Matrizes do pensamento político moderno: notas para um debate.

Objetivos:
O curso objetiva estabelecer um panorama acerca de algumas principais matrizes do pensamento político vigentes na Europa ocidental no início da Época Moderna (Maquiavel, Bodin e Botero), em relação a seus respectivos contextos específicos: as cidades-estado italianas, a França das guerras religiosas, o mundo dominado pela Reforma católica. Neste último âmbito, também serão estudados os argumentos que respaldaram a independência portuguesa de Castela em 1640, e seus possíveis desdobramentos no ultramar americano.

Unidades:

I – Os espelhos de príncipes e O Príncipe de Maquiavel

(honra, fama e glória; as virtudes principescas e os conselhos humanistas; a obra maquiaveliana como anti-espelho; perdão e castigo como base do amor e do temor ao príncipe; a originalidade de Maquiavel; interpretação de O Príncipe)

BERLIN, Isaiah, “Introdução”. In: N. Machiavelli. O Príncipe. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000, p.5-81.
MEGALE, Januário. O Príncipe Roteiro de Leitura. São Paulo: Ática, 1993.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. “Sobre o rei”. In: O Rei no Espelho A Monarquia Portuguesa e a Colonização da América 1640-1720. São Paulo: Hucitec, 2002, p.149-188.
SKINNER, Quentin. Maquiavel. São Paulo: Brasiliense, 1995.
SKINNER, Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

II – Bodin entre a soberania e as guerras de religião

(As guerras religiosas na França quinhentista; vida e obra de Jean Bodin; os politiques entre os radicais católicos e protestantes; a “virada absolutista” e o “problema Bodin”; interpretação de Les Six Livres de la République; a moderna concepção de Estado)

FRANKLIN, Julian H. Jean Bodin et la Naissance de la Théorie Absolutiste. Paris: PUF, 1993.
GALA, Pedro Bravo (org.). Los Seis Libros de la República Jean Bodin. Madrid: Tecnos, 1997.
MAIRET, Gérard (org.). Jean Bodin Les Six Livres de la République. Paris: Librairie Générale Française, 1993.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. “A República de Jean Bodin: uma interpretação do universo político francês durante as guerras de religião”. In: Tempo Revista do Departamento de História da UFF. Rio de Janeiro: 7 Letras, no prelo.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. “Sobre o rei”. In: O Rei no Espelho A Monarquia Portuguesa e a Colonização da América 1640-1720. São Paulo: Hucitec, 2002, p.149-188.
SKINNER, Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
ZARKA, Yves Charles (org.). Jean Bodin Nature, Histoire Droit et Politique. Paris: PUF, 1996.

III – Política cristã e razão de Estado com Botero

(A rejeição a Maquiavel e à política de tipo francês; adaptação das idéias maquiavelianas ao contexto católico; a prudência, o cálculo e a conservação como base do pensamento boteriano; a questão do plágio em relação a Maquiavel e Bodin; interpretação de Da Razão de Estado)

MONTEIRO, Rodrigo Bentes. “Sobre o rei”. In: O Rei no Espelho A Monarquia Portuguesa e a Colonização da América 1640-1720. São Paulo: Hucitec, 2002, p.149-188.
SKINNER, Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
SOUZA, Laura de Mello e. “Por fora do império: Giovanni Botero e o Brasil”. In: Inferno Atlântico. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p.58-88.
TORGAL, Luís Reis e RALHA, Rafaella Longobardi (org.). João Botero Da Razão de Estado. Coimbra: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1992.
TORGAL, Luís Reis. Ideologia Política e Teoria do Estado na Restauração. Coimbra: Biblioteca Geral da Universidade, 1981-1982, 2v.

IV – A restauração da independência portuguesa e a segunda escolástica

(O neotomismo e o direito natural como legitimação da ideologia restauracionista lusitana; contemporização com os poderes tradicionais; reflexos na vida política de Portugal e da América portuguesa; modelos de soberanos portugueses; interpretação do Discurso Histórico …. atribuído ao conde de Assumar)

CURTO, Diogo Ramada. O Discurso Político em Portugal (1600-1650). Lisboa: Universidade Aberta, 1988.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. “Contra a tirania”, “Corte brigantina” e “Entre festas e motins”. In: O Rei no Espelho A Monarquia Portuguesa e a Colonização da América 1640-1720. São Paulo: Hucitec, 2002, p.73-148 e 279-332.
MORSE, Richard. “Pré-História”. In: O Espelho de Próspero Cultura e Idéias nas Américas. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p.21-68.
SOUZA, Laura de Mello e (org.). Discurso Histórico e Político sobre a Sublevação que nas Minas Houve em 1720. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1994.
TORGAL, Luís Reis. Ideologia Política e Teoria do Estado na Restauração. Coimbra: Biblioteca Geral da Universidade, 1981-1982, 2v.

Bibliografia de Referência:
ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1995.
BLOCH, Marc. Os Reis Taumaturgos. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
BOBBIO, Norbert. Teoria Geral da Política. A Filosofia Política e as Lições dos Clássicos. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
BOBBIO, Norberto et allii (org.). Dicionário de Política. Brasília: Editora Universidade de Brasília, São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000, 2 v.
BOBBIO, Norberto. A Teoria das Formas de Governo. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2000.
BOUREAU, Alain. Le Simple Corps du Roi L’Impossible Sacralité des Souverains Français Xve-XVIII Siècle . Paris: Éditions de Paris, 1988.
CARDIM, Pedro. Cortes e Cultura Política no Portugal do Antigo Regime. Lisboa: Cosmos, 1998.
CHATELET, F. et allii (org.). Dicionário de Obras Políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993.
ELIAS, Norbert. A Sociedade dos Indivíduos. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
GARRIGOU, Alain & LACROIX, Bernard. Norbert Elias A Política e a História. São Paulo: Perspectiva, 2001.
JASMIN, Marcelo Gantus. Racionalidade e História na Teoria Política. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.
KANTOROWICZ, Ernst. Os Dois Corpos do Rei Um Estudo Sobre Teologia Política Medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
PALHARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. “Quentin Skinner”. In: As Muitas Faces da História. São Paulo: Editora, Unesp, 2000, p.307-339.
SENELLART, Michel. Les Arts de Gouverner Du Regimen Médiéval au Concept de Gouvernement. Paris: Seuil, 1995.
SENELLART, Michel. Machiavelisme et Raison d’État. Paris: PUF, 1989.

Avaliação:
A avaliação será feita com base na média entre três notas, obtidas a partir de um trabalho, um seminário e uma nota de participação.

Observações:
A freqüência é obrigatória. As leituras solicitadas são fundamentais para o acompanhamento das aulas.

América Colonial – Mariza Soares

agosto 13, 2007

Proposta do curso de América Colonial

Mariza de Carvalho Soares

A proposta do curso é selecionar um conjunto de textos a serem lidos e discutidos em sala de uma abordando diferentes temas da historiografia sobre a escravidão nas Américas e Caribe colonial. Considerando a oferta de cursos sobre escravidão no Brasil o curso não tratará do tema no Brasil. Na medida do possível serão indicados textos em português mas a parte mais significativa e relevante deverá ser apresentada em espanhol devido a falta de literatura recente sobre o tema em português. Na medida em que houverem na turma alunos que se prontifiquem a ler inglês e francês o curso poderá ganhar mais vulto com a incorporação de uma bibliografia mais diversificada.

A primeira parte do curso será dedicada a leituras de textos pelo conjunto da turma para discussão em sala de aula. Para a segunda parte serão selecionadas alguns trabalhos monográficos importantes que deverão ser apresentados pelos alunos sob a forma de seminários. O texto básico do curso deverá ser o clássico de Herbert Klein Escravidão Africana: America Latina e Caribe.  São Paulo: Brasiliense,1987 (disponível na biblioteca). Outros trabalhos serão selecionados e distribuídos por séculos e pelas várias partes das Américas.

Para América espanhola deverão ser adotadas duas coletâneas recentes:
– Juan Manuel de la Serna Herrera (coord.) Pautas de convivência étnica en la América Latina colonial (Índios, negros, mulatos, pardos y esclavos) México DC: Universidad Autônoma de México/Centro Coordinador y Difusor de estúdios latinoamericanos/Gobierno del Estado de Guanajuato. 2005: 19-72
– Claudia Mosquera, Mauricio Pardo, Odile Hoffmann (eds.) Afrodescendientes en lãs Américas. Trayetorias sociales e identitárias. 150 años de la abolición de la esclavitud en Colômbia. Universidad Nacional de Colômbia/Instituto Colombiano de Antropologia e Historia/Institut de Recherche pour le Développement/Instituto Latinoamericano de Servicios Legales Alternativos. 2002: 181-193.

O restante da bibliografia ainda não está selecionado. Seguem abaixo alguns exemplos de textos e monografias a serem incorporadas ao programa.

Em português:
Jacobinos Negros.
Revista Estudos Afro-Asiáticos, mai-ago 2004-2

Em inglês:
Vicent P. Franklin, “Bibliographical essay. Alonso de Sandoval and the jesuit conception of the negro”. 1973.
H. L. Bennett, Africans in Colonial México. 2003.

Sem. em Hist. do Poder – Marcelo Rede

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor: Marcelo Rede
Disciplina: Sem. em Hist. do Poder
Código: GHT
Carga Horária: 60h / Semestrais
Tipo:
Eixo Cronológico: A/AIM
Linha Temática: Poder

Período: 2/2007
Turma: N1
Horário:
Ementa: Tema Monográfico

Programa de Disciplina
Título do Programa: Histórias cruzadas: Israel e Mesopotâmia (séculos IX-VI a.C.)

Objetivos: Oferecer um panorama da história de Israel em seu contexto médio-oriental, particularmente no que diz respeito aos contatos decisivos com as trajetórias da Assíria e da Babilônia. Ao mesmo tempo, procurar-se-á rediscutir o papel e os limites do texto bíblico como fonte historiográfica e avaliar a contribuição dos dados arqueológicos para a reconstituição do panorama siro-palestino e do Levante.

Unidades:
1. Aspectos teóricos e metodológicos
– A história de Israel em debate: críticas e perspectivas
– Arqueologia bíblica e estudos médio-orientais
– A Bíblia como documento histórico: possibilidades e limites
2. O fim da Idade do Bronze
– Um panorama da crise do Bronze Tardio
– As “invasões dos Povos do Mar”
– A situação Mesopotâmica e Egípcia
– A situação no Levante: o ‘êxodo’ e a ‘invasão de Canaã’ existiram?
3. Primórdios da história política de Israel
– Um estado sem rei: patriarcas e juízes
– Salomão e David: entre o mito e a história
4. Realidades do Norte: Israel e Assíria
– a constituição dos dois reinos
– O reino de Israel
– a expansão assíria
– o problema egípcio
5. Realidades do Sul: Judá e Babilônia
– O reino de Judá
– Babilônia, senhora do mundo
– O cativeiro da Babilônia
6. Um novo mundo: A Pérsia
– A expansão de Ciro, o Grande
– O fim da Babilônia
– O retorno dos exilados e a refundação do judaísmo

Bibliografia de Referência: (no máximo 10 títulos)

– Liverani, M. – Más Allá de la Biblia. Historia Antigua de Israel. Barcelona, 2005.
– Whitelam, K. W. The Invention of Ancient Israel. The  silencing of Palestinian history. London, 1996.
– Bright, J. – História de Israel. São Paulo, 2003 (7ª edição revista).
– Provan, I et alii – A Biblical History of Israel. Louisville, 2003.
– Maxwell Miller, J. & Hayes, J. H. – A History of Ancient Israel and Judah. Louiville, 2006.
– Bordreuil, P. & Briquel-Chantonnet, Fr. – Le Temps de la Bible. Paris, 2000.
– Stern, E. – Archaeology of  the Land of the Bible. Vol. 2 (The Assyrian, Babylonian, and Persian periods). New York, 2001.
– Finkelstein, I. & Silbermanm N. A. – La Bible Dévoilée. Paris, 2002.
– Santos, A. R. dos – A Babilónia dos Caldeus. Lisboa, 2003.
– Joannès, F. – La Mésopotamie au 1er millénaire avant J.-C. Paris, 2000.
– Redford, D. B. – Egypt, Canaan, and Israel in Ancient Times. Princeton, 1992.
– Thompson, Th. L. – The Mythic Past. Biblical Archaeology and the myth of Israel. London, 1999.

Avaliação:
(Procedimentos de avaliação): Seminários de leituras documentais e dissertação ao final do curso.

História do Movimentos Sociais Rurais – Marcia Motta

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor:
Marcia Maria Menendes Motta
Disciplina: História do Movimentos Sociais Rurais
Tipo:  
Eixo Cronológico: Contemporânea
Linha Temática: Econômico-Social

Período: 2/2007
Turno: Noite
Horário: 4ª e 6ª das 18 as 20 horas

Programa de Disciplina
Título: Movimentos Sociais Rurais: História e Historiografia

Objetivos:
Discutir a produção da amnésia social sobre os conflitos rurais no Brasil;
Relacionar amnésia social e a construção do estereótipo sobre o homem do campo;
Analisar a produção acadêmica sobre os principais movimentos rurais do país;
Discutir as interpretações de cunho sociológico sobre os conflitos rurais;
Analisar Estado e expansão da fronteira agrícola;
Relacionar legislação agrária e conflitos no campo.

Unidades:
I- Memória, História e amnésia social
– Memória, Amnésia social e o homem do campo;
– História, Memória e o papel do historiador

II- O Império e os conflitos de terra
– A Lei de 1850 e os conflitos.
– O acaso do Império e a produção da amnésia

III- O nascimento da República: milenarismo, banditismo social
– Terras devolutas, Projeto Torrens e invasão
– Canudos e Contestado: história e historiografia
– Banditismo social e campesinato

IV- Contestação e luta nos anos 30/50

– Revolução de 30 e universo rural
– Estado e Fronteira agrícola
– Fronteira, campesinato e conflito

V- Redemocratização, Ligas Camponesas e Golpe de 64
– Conflito no campo e legislação agrária
– Experiência e luta das Ligas Camponesas
-Conflitos e projetos de reforma no campo

VI- Os anos de chumbo: modernização e conflitos fundiários

Bibliografia Básica (máximo de 10 obras):

1-Grzybowski, Candido. Caminhos e Descaminhos dos movimentos sociais no campo. Rio de Janeiro/Petrópolis; FASE/ Vozes, 1991.
2-Guimarães, Alberto Passos. Quatro Séculos de Latifúndio. Rio de Janeiro, Paz e Terra, s/d.
3-Holston, James “Legalizando o ilegal: propriedade e usurpação no Brasil”.Revista Brasileira de Ciências Sociais. no 21, fevereiro de 1993, pp. 68-89.
4- Martins, José de Souza.  Os camponeses e a política no Brasil. Petrópolis, Vozes, 1983.
5-Medeiros, Leonilde. História dos Movimentos Sociais no Campo. Rio de Janeiro, FASE, 1989.
6-Meneses, Ulpiano de “A História, Cativa da Memória?” Revista Instituto de Estudos Brasileiros São Paulo, 34:9-24, 1992.
7-Motta, Márcia Nas Fronteiras do Poder: Conflitos de Terra e Direito Agrário no Brasil de meados do século XIX. Rio de Janeiro, Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro/Vicio de Leitura, 1998.
8-Moura, Margarida. Os deserdados da Terra. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1988.
9-Pollak, Michael “Memória, Esquecimento, Silêncio”. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol.2, número 3, 1989.
10-Queiroz, Maurício Vinhas de. Messianismo e Conflito Social (A Guerra Sertaneja do Contestado: 1912-1916). São Paulo, Ática, 1977.

Avaliação:

TRABALHO EM GRUPO 10 PONTOS
PRIMEIRA PROVA          10 PONTOS
SEGUNDA PROVA          10 PONTOS.

Observações:
O curso terá inicio no dia 19 de setembro de 2007.

História e Comunicação: Mídias, Intelectuais e Participação Política – Beatriz Kushnir

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor: BEATRIZ KUSHNIR
Disciplina: História e Comunicação: Mídias, Intelectuais e Participação Política.
Tipo: Ciclo de Formação Profissional
Código: GHT04340
Eixo Cronológico: Contemporânea
Linha Temática: História do Poder e das Idéias Políticas

Período: 2/2007
Turno: Noite
Horário: 2ª e 4º – 18/20h.

Programa de Disciplina
Título: História e Comunicação: Mídias, Intelectuais e Participação Política.

Objetivos: Esse curso tem como base de análise a produção, acadêmica ou não, brasileira e estrangeira, que tenham as mídias como o cerne de seus estudos. Essa proposta está inserida na temática do trabalho intelectual e da questão da ética, centrando-se nas práticas de um ofício – a do intelectual/jornalista –, e nas regras a serem seguidas, especialmente, nos momentos de ruptura de um ethos. O objeto central é mapear a produção, privilegiando os ensaios acerca da relação de poder nesse “universo de conivências” – das redações, rádios, TVs, etc. –, como também nos intercâmbios com a sociedade civil e as esferas de governo. Deseja-se contemplar análises tanto no que se convencionou chamar História do Tempo Presente, como também nas relações do historiador e/ou dos cientistas sociais, e os jornalistas e sua “História do imediato”.
Motes como: o percurso de jornais, revistas, rádios, TVs, conglomerados de informação, etc., bem como dos seus jornalistas, são os itens a serem considerados. Questões como o acesso à informação e o interdito – a Censura; a percepção da imprensa como empresa privada que vende um serviço de utilidade pública; a atuação de intelectuais [jornalistas/homens de jornal], engajados politicamente à esquerda, ou a serviço do Estado [Earthly authority ou intelectocratas], seus itinerários e engajamento políticos; a constituição das esferas públicas e a função da imprensa versus o processo de cidadania republicana brasileira, são demandas importantes a serem aglutinadas.
As redes de convivência e os códigos de sociabilidade no interior desses grupos de jornalistas/intelectuais se tornam também a clave para compreender os valores e as propostas constituídas nessas comunidades e sua sintonia com o panorama político no Brasil do século XX.

Unidades:
A dinâmica se divide em duas etapas. Na primeira parte do curso, serão arrolados conceitos e práticas que permearam esses estudos. Na segunda parte, foram selecionadas reflexões, publicadas ou não, que delineie o campo explorado. O alvo central da reflexão é destrinchar a metodologia aplicada para desenvolvê-los.

Bibliografia Básica (máximo de 10 obras):
ABRAMO, Cláudio. A regra do jogo: o jornalismo e a ética do marceneiro. SP, Companhia das Letras, 1988.
ABREU, João Batista de. As manobras da informação: análise da cobertura jornalística da luta armada no Brasil (1965-1979). RJ, Mauad/EdUFF, 2000.
ALVIM, Thereza Cesario (Org.). O golpe de 64: a imprensa disse não. RJ, Civilização Brasileira, [1979].
ANDRADE, Jeferson Ribeiro de. Um jornal assassinado: a última batalha do Correio da Manhã. RJ, José Olympio, 1991.
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Avaliação:
Serão duas avaliações. A apresentação de um seminário e a elaboração de um trabalho final.

Islã e Viajantes na Idade Média – Beatriz

agosto 13, 2007

Título: Islã e Viajantes na Idade Média

Ementa:
O período conhecido no Ocidente como Idade Média coincide com o momento histórico de surgimento e cristalização do Islã não só como uma nova religião mas, também e fundamentalmente, como uma construção temporal que iria alterar profundamente a face do mundo antigo.
O Profeta Maomé e os seus seguidores lançaram no século VII as sementes de um processo transformador que deu origem a uma civilização chamada de “clássica” por muitos autores. Herdeira do legado grego e persa, a civilização árabe-islâmica processou, aprofundou e divulgou esses conhecimentos nos seus vastos territórios, que iam da Península Ibérica (Al-Andalus) até a Índia. Na Baixa Idade Média, mesmo sem a unidade política do passado, a civilização islâmica ainda contava om importantes centros de estudo – universidades e madrassas, instituições vinculadas às mesquitas – cuja produção cultural abarcava todas as áreas do saber.
Nessa sociedade, a procura do conhecimento era altamente conceituada e a cultura era um dos poucos mecanismos de ascensão social. E para ir em busca de conhecimento, a viagem era um elemento fundamental, não só pelos deslocamentos que exigia ir ao encontro dos grandes mestres, mas principalmente porque a tradição muçulmana dava um valor muito especial, na época, ao testemunho ocular, graças a tradição muçulmana de que “um fato relatado não tem o mesmo valor que um fato presenciado”. Os viajantes eram, também, peregrinos que iam visitar os lugares sagrados do Islã, em particular a cidade de Meca, cumprindo a peregrinação ritual que todo muçulmano deve realizar pelo menos uma vez na vida.
O curso visa mostrar a importância e o sentido da viagem na sociedade islâmica da Baixa Idade Média, incluindo o estudo dos relatos da viagem, que ao perenizar a experiência da peregrinação através da escrita, deram rigem a um gênero literário, o gênero rihla (palavra árabe que inicialmente tinha significado de viagem.)

Dinâmica do Curso

O Curso estará dividido em módulos e desenvolvido em torno de problemas que referenciam temas diversos.
Os módulos serão três:
* O primeiro visa introduzir o aluno na temática em estudo, abordando o surgimento do Islã, as principais características do império e da civilização árabe-islâmica e o seu legado temporal. (4 aulas)
* O segundo destina-se a familiarizar o aluno com o uso da categoria espaço nas ciências sociais e particularmente na história, com uma discussão teórica introdutória. (2 aulas)
* O terceiro é o que de fato desenvolve o tema da importância e do sentido da viagem no Medievo islâmico. (10 a 12 aulas)

As primeiras seis aulas serão basicamente expositivas e os alunos serão orientados a fazer leituras de apoio.
Todo o resto do curso será desenvolvido com uma aula expositiva breve seguida de seminários que tanto poderão contar com uma exposição individual como com exposições coletivas, com uso de fontes e de bibliografia.

Bibliografia
Fontes:
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IBN BATUTA. A través del Islam Madrid. Alianza Literaria, 2005
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AMSTRONG, Karen, O Islã, Rio de Janeiro: Objetiva. 2001
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GURIEVICH, Arón. Las categorías de la cultura medieval. Madri: Taurus, 1990.
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LEFEBVRE, Henri. La production de l’espace. Paris: Éditions Anthropos, 1986.
MIQUEL, André. La Géographie humaine du monde musulman jusqu’au milieu du XI e siècle. 4 Vol. Paris: Éditions de l’EHESS, 2001.
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SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. São Paulo: Edusp, 2004
SOURDEL, Janine ; SOURDEL, Dominique. Dictionnaire historique de L’Islam, Paris: Presses Universitaires de France, 1996
TOUATI, Houari. Islam et Voyage au Moyen Age. Paris: Editions du Seuil, 2000.
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WADE LABARGE, Margaret. Viajeros medievales. Los ricos y los insatisfechos. Madrid: Nerea, 1992

História da Sexualidade – Alexandre Carneiro

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor: Alexandre Carneiro Cerqueira Lima
Disciplina: História da Sexualidade    
Código:    
Tipo:         
Eixo Cronológico: Idade Antiga
Linha Temática: Cultura, Mentalidades e Ideologias

Período: 2/2007
Turma:   
Horário: 4a: 08/10 – 6a: 08/10

Ementa: A sexualidade na historiografia. As noções de pornografia, erotismo e de philía (amizade/ amor). Práticas sexuais dos helenos, dos etruscos e dos romanos (textos e imagens). Prostituição no mundo antigo.

Programa de Disciplina
Título do Programa: A sexualidade entre gregos, etruscos e romanos.

Objetivos: Identificar na historiografia os estudos sobre corpo, gênero, festas e sexualidade. Discutir as noções de pornografia, erotismo, philía e hetero/homo-philía. Analisar as pinturas nos vasos coríntios e áticos, bem como os afrescos etruscos e mosaicos romanos.

Unidades:
Unidade I – Historiografia
1 – A história da sexualidade
2 – Historiografia sobre mulheres
3 – A história do corpo

Unidade 2 – Festa e Sexualidade
1 – Ritos de inversão e de subversão
2 – A exacerbação do corpo

Unidade 3 – Diversões e Prostituição
1 – Imagens das cortesãs gregas
2 – Dançarinas etruscas
3 – Os afrescos de Pompéia

Bibliografia de Referência:
BAKHTIN, M. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: Contexto de François Rabelais. São Paulo – Brasília: Hucitec – Edunb, 1993.
CLARKE, J.R.  Le Sexe à Rome. Paris: Éditions de la Martinière, 2004.
D’AGOSTINO, B. e CERCHIAI, L. Il Mare, la Morte, l’Amore. Roma: Donzelli, 1999.
DOVER, K. J. A Homossexualidade Grega. São Paulo: Nova Alexandria, 1994.
FOUCAULT, M. A História da Sexualidade 1: a Vontade de Saber. Rio de Janeiro: Graal, 2006 (1984).
A História da Sexualidade 2: o Uso dos Prazeres. Rio de Janeiro: Graal, 2007 (1984).
A História da Sexualidade 3: o Cuidado de si. Rio de Janeiro: Graal, 2005 (1984).
JACOBELLI, L. Le Pitture Erotiche delle Terme Suburbane di Pompei. Roma: L´Erma di Bretschneider, 1995.
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MARROU, H.-I. Histoire de l’Éducation dans l’Antiquité: le Monde Grec. Paris: Éditions du Seuil, 1981.
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MOSSÉ, Cl. Splendeur et Misère de la Courtisane Grecque; in: La Grèce Ancienne. Paris: Éditions du Seuil, 1986.
POMEROY, S. Diosas, Rameras, Esposas y Esclavas. Madrid: Akal, 1999 (1987).
ROBERT, J.-N. Os Prazeres em Roma. São Paulo: Martins Fontes, 1995 (1983).
RODRIGUES, J.C. Tabu do Corpo. Rio de Janeiro: Achiamé, 1975.
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VARONE, A. L´Erotismo a Pompei. Roma: L’Erma di Bretschneider, 2000.

Avaliação: Fichamento de textos e discussão dos mesmos em forma de argüição oral. O aluno deverá submeter-se a duas provas escritas.