História da Cultura, Mentalidades e Ideologias na África – Marcelo Bittencourt

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor: Marcelo Bittencourt
Disciplina: História da Cultura, Mentalidades e Ideologias na África.
Eixo Cronológico: Contemporânea
Linha Temática: Cultura, Ideologias e Mentalidades
Período: 2/2007
Turma: N1
Horário: 2fª. 18/20 e 6fª. 20/22

Ementa:
O impacto do fim do tráfico nas rotas comerciais e nas sociedades da África centro-ocidental e oriental. O final do século XIX e o processo de disputa por espaço e poder nas novas colônias. A política de alianças. Assimilados, Crioulos, filhos da Terra, Luso-Africanos, Nativistas e Híbridos: as diferentes designações da História, da Antropologia e da Literatura. A resistência e a negociação africana. A intensificação da exploração colonial. O aumento da migração européia. Diferentes colonialismos no tempo e no espaço. O “contrato” de trabalho. Trabalho forçado e cultura obrigatória. O lusotropicalismo, seu uso e as críticas que levanta.

Programa de Disciplina
Título do Programa: Etnicidade, hibridismo cultural e crioulidade: Angola e Moçambique no final do século XIX e XX.

Objetivos:
Compreender o percurso e as diferenças do processo colonial na África subsaariana.
Estudar as resistências anticoloniais em diferentes etapas.
Identificar os diferentes registros e as conexões entre a história, a antropologia e a literatura.

Unidades:
Unidade I – A discussão inicial no campo da História
O caso angolano
O caso moçambicano
A estratégia colonial
A luta africana dentro do colonialismo português

Unidade II – A aproximação ao Lusotropicalismo
O que dizia Gilberto Freyre
Sua fase lusitana
A crítica africanista ao lusotropicalismo

Unidade III – A polêmica no campo literário
Literatura africana e literatura colonial
Opositores e defensores
A extrapolação para a discussão racial

Unidade IV – A retomada da discussão e seus desdobramentos
Híbridos, mestiços e transculturais da antropologia
O mediador cultural da história
Falamos da mesma coisa? Os focos de cada área.

Bibliografia de Referência:
ANDRADE, Mário Pinto de. Origens do nacionalismo africano. Lisboa: Dom Quixote, 1997.
CASTELO, Claudia. O Modo português de estar no mundo. O lusotropicalismo e a ideologia colonial portuguesa. Lisboa, afrontamento, 1999.
COSME, Leonel. Crioulos e Brasileiros de Angola. S/l, Novo Imbondeiro, 2001.
FREYRE, Gilberto. Aventura e rotina. Sugestões de uma viagem à procura das constantes portuguêsas de caráter e ação. Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1953.
HANNERZ, Ulf. Fluxos, Fronteiras, Hibridos: Palavras-chave da antropologia transnacional. Mana 3 (1), 1997.
NETO, Conceição. Ideologias, contradições e mistificações da colonização de Angola no século XX. Lusotopie, 1997.
OLIVEIRA, Mário António F. Luanda, “ilha” crioula. Lisboa, Agência Geral do Ultramar, 1968.
ROCHA, Aurélio. Associativismo e Nativismo em Moçambique. Maputo: Promedia, 2002.
TAVARES, Ana Paula e SANTOS, Catarina Madeira. Africae Monumenta: a apropriação da escrita pelos africanos. Lisboa: IICT, 2002.
ZAMPARONI, Valdemir. Entre Narros & Mulungos. Tese de Doutorado, História, USP, 1998.

Avaliação:
Duas provas (presencial, individual e sem consulta)

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