História das Formas Artísticas e Literárias no Brasil – Arthur Valle e Paulo Knauss

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA
ÁREA DE HISTÓRIA

PROPOSTA DE PLANO DE ENSINO

DISCIPLINA:  História das Formas Artísticas e Literárias no Brasil

TÍTULO: Arte e Cultura Visual: abordagem da história da arte no Brasil

SEMESTRE: 2º / 2008 (sexta-feira de 14 às 18 horas)

PROFESSORES:  Arthur Valle e Paulo Knauss

Objeto: Historiografia da História da Arte. Arte, História e Cultura Visual. A História da Exposições de Arte. Exposição e institucionalização da arte. As Exposições de Arte no Brasil: Império e República.

OBJETIVOS

– Discutir a Imagem como uma fonte fundamental para os estudos de História.
– Apresentar os principais conceitos e autores ligados ao campo interdisciplinar dos estudos de Cultura Visual.
– Abordar a história da arte no Brasil no contexto da arte acadêmica e da arte moderna.
– Relacionar exposições de arte e processo de institucionalização da arte no Brasil.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Historiografia da história da arte

1.1. Arte e história
O método erudito: a hegemonia das fontes escritas e o desprezo pelas imagens. Uma abertura para a diversidade das fontes historiográficas: a tradição dos antiquários As imagens como fontes da História.

1.2. Arte e cultura visual
Os Estudos visuais e sua institucionalização: o panorama anglo-saxão e seus principais autores. Estudos visuais e interdisciplinaridade. Cultura visual: definições. Modos de Ver.

1.3. A noção de exposição
As Academias de Arte e seu papel na difusão das Exposições. Os Salons de Arte na França. Os Salons e o surgimento da Crítica de Arte. Exposição e institucionalização da Arte.

2. História de exposições de Arte no Brasil

2.1. As Exposições Gerais de Belas Artes no período imperial
A implantação do circuito expositivo no Brasil. A sistematização das Exposições Gerais e a criação dos Prêmios de Viagem ao Estrangeiro. A construção simbólica da nação no contexto das Exposições Gerais do Segundo Império. A Exposição Geral de 1879 e a polêmica a respeito da ‘Escola Brasileira’ de Artes. Anos 1880: a crítica de arte.

2.2. As Exposições Gerais de Belas Artes no período republicano
A Reforma da Academia fluminense em 1890 e seus reflexos nas Exposições Gerais. Os Prêmios de Viagem ao Estrangeiro na Primeira República: Incremento na freqüência e diversidade estilística. A Expansão da Crítica de Arte: novos espaços, novos escritores. O  ‘Salão Revolucionário’ de 1931: começo de uma nova era?

3. Das Galerias aos Museus

3.1 Diversidade de espaços de exposição. Galerias e mercados de arte. Espaços alternativos de exposição e promoção das artes. Modelos de museu: Estado e Sociedade. Exposições de Arte Estrangeira.

METODOLOGIA / RECURSOS

– Aulas expositivas, apoiadas na leitura teóricas e da historiografia, de fontes escritas de época e na exposição de imagens (utilização de retro-projetor, data-show e/ou DVD).

AVALIAÇÃO

– Trabalho de estudo de caso envolvendo fontes de época.

LEITURAS PROGRAMADAS

1.1. e 1.2.
– KNAUSS, Paulo. O desafio de fazer históia com imagens: arte e cultura visual, ArtCultura (UFU), v.8, p.97-119, 2006.

1.3.
– LUZ, Angela Ancora da. Uma breve história dos Salões de Arte – da Europa ao Brasil. Rio de Janeiro: Editora Caligrama, 2005, p. 22-49.

2.1.
– DURAND, J. C. Arte, privilégio e distinção: artes plásticas, arquitetura e classe dirigente no Brasil, 1855/1985. São Paulo: Perspectiva, 1989.
– FERNANDES, Cybele V. N. A construção simbólica da nação: A pintura e a escultura nas Exposições Gerais da Academia Imperial das Belas Artes, 19&20 , Rio de Janeiro, Volume II, n. 4, outubro de 2007. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/obras/cfv_egba.htm&gt;. Acesso em: 01 mar. 2008.
– CAVALCANTI, Ana M. T. Os Prêmios de Viagem da Academia em pintura. In: 185 Anos da Escola de Belas Artes. Rio de Janeiro: PPGAV/EBA/UFRJ, 2001/2002, p.69-91.

2.2
– DUQUE ESTRADA, L. G. Contemporâneos. Rio de Janeiro: Benedito de Souza, 1929.

3.1
– LIMA, Lúcia de Meira. O Palace Hotel: Um espaço de Vanguarda. In: Quando o Brasil era Moderno. Artes Plásticas no Rio de Janeiro 1905-1960. Rio de Janeiro: Aeroplano Editora, 2001, p.59sg.
– LEHMKUHL, Luciene. A nota mais moderna: o destaque do Café de Cândido Portinari na Exposição do Mundo Português. In: SERPA, Élio Cantalício; GONÇALVES, Ana Teresa Mrques; SOUZA, Armênia Maria de; BITTENCOURT, Libertad Borges. (Org.). Escritas da História: memória e linguagem. Goiânia, 2004, p. 137-165.
– KNAUSS, Paulo. Os sentidos da arte estrangeira no Brasil: Exposições artísticas no contexto da Segunda Guerra Mundial, Esboços,

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARGAN, G. C.; FAGIOLO, M. Guia de História da Arte. Lisboa; Editorial Estampa, 1992.
BERGER, John. Modos de Ver. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
DUQUE ESTRADA, L. G. A Arte Brasileira. Introdução e notas de Tadeu Chiarelli. Campinas, São Paulo:: Mercado das Letras, 1995.
DURAND, J. C. Arte, privilégio e distinção: artes plásticas, arquitetura e classe dirigente no Brasil, 1855/1985. São Paulo: Perspectiva, 1989.
LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes: período monárquico: catálogo de artistas e obras entre 1840 e 1884. Rio de Janeiro: Ediçoes Pinakotheke, 1990.
PEVSNER, Nikolaus. Academias de arte: passado e presente. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

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