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História do Movimentos Sociais Rurais – Marcia Motta

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor:
Marcia Maria Menendes Motta
Disciplina: História do Movimentos Sociais Rurais
Tipo:  
Eixo Cronológico: Contemporânea
Linha Temática: Econômico-Social

Período: 2/2007
Turno: Noite
Horário: 4ª e 6ª das 18 as 20 horas

Programa de Disciplina
Título: Movimentos Sociais Rurais: História e Historiografia

Objetivos:
Discutir a produção da amnésia social sobre os conflitos rurais no Brasil;
Relacionar amnésia social e a construção do estereótipo sobre o homem do campo;
Analisar a produção acadêmica sobre os principais movimentos rurais do país;
Discutir as interpretações de cunho sociológico sobre os conflitos rurais;
Analisar Estado e expansão da fronteira agrícola;
Relacionar legislação agrária e conflitos no campo.

Unidades:
I- Memória, História e amnésia social
– Memória, Amnésia social e o homem do campo;
– História, Memória e o papel do historiador

II- O Império e os conflitos de terra
– A Lei de 1850 e os conflitos.
– O acaso do Império e a produção da amnésia

III- O nascimento da República: milenarismo, banditismo social
– Terras devolutas, Projeto Torrens e invasão
– Canudos e Contestado: história e historiografia
– Banditismo social e campesinato

IV- Contestação e luta nos anos 30/50

– Revolução de 30 e universo rural
– Estado e Fronteira agrícola
– Fronteira, campesinato e conflito

V- Redemocratização, Ligas Camponesas e Golpe de 64
– Conflito no campo e legislação agrária
– Experiência e luta das Ligas Camponesas
-Conflitos e projetos de reforma no campo

VI- Os anos de chumbo: modernização e conflitos fundiários

Bibliografia Básica (máximo de 10 obras):

1-Grzybowski, Candido. Caminhos e Descaminhos dos movimentos sociais no campo. Rio de Janeiro/Petrópolis; FASE/ Vozes, 1991.
2-Guimarães, Alberto Passos. Quatro Séculos de Latifúndio. Rio de Janeiro, Paz e Terra, s/d.
3-Holston, James “Legalizando o ilegal: propriedade e usurpação no Brasil”.Revista Brasileira de Ciências Sociais. no 21, fevereiro de 1993, pp. 68-89.
4- Martins, José de Souza.  Os camponeses e a política no Brasil. Petrópolis, Vozes, 1983.
5-Medeiros, Leonilde. História dos Movimentos Sociais no Campo. Rio de Janeiro, FASE, 1989.
6-Meneses, Ulpiano de “A História, Cativa da Memória?” Revista Instituto de Estudos Brasileiros São Paulo, 34:9-24, 1992.
7-Motta, Márcia Nas Fronteiras do Poder: Conflitos de Terra e Direito Agrário no Brasil de meados do século XIX. Rio de Janeiro, Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro/Vicio de Leitura, 1998.
8-Moura, Margarida. Os deserdados da Terra. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1988.
9-Pollak, Michael “Memória, Esquecimento, Silêncio”. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol.2, número 3, 1989.
10-Queiroz, Maurício Vinhas de. Messianismo e Conflito Social (A Guerra Sertaneja do Contestado: 1912-1916). São Paulo, Ática, 1977.

Avaliação:

TRABALHO EM GRUPO 10 PONTOS
PRIMEIRA PROVA          10 PONTOS
SEGUNDA PROVA          10 PONTOS.

Observações:
O curso terá inicio no dia 19 de setembro de 2007.

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História e Comunicação: Mídias, Intelectuais e Participação Política – Beatriz Kushnir

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor: BEATRIZ KUSHNIR
Disciplina: História e Comunicação: Mídias, Intelectuais e Participação Política.
Tipo: Ciclo de Formação Profissional
Código: GHT04340
Eixo Cronológico: Contemporânea
Linha Temática: História do Poder e das Idéias Políticas

Período: 2/2007
Turno: Noite
Horário: 2ª e 4º – 18/20h.

Programa de Disciplina
Título: História e Comunicação: Mídias, Intelectuais e Participação Política.

Objetivos: Esse curso tem como base de análise a produção, acadêmica ou não, brasileira e estrangeira, que tenham as mídias como o cerne de seus estudos. Essa proposta está inserida na temática do trabalho intelectual e da questão da ética, centrando-se nas práticas de um ofício – a do intelectual/jornalista –, e nas regras a serem seguidas, especialmente, nos momentos de ruptura de um ethos. O objeto central é mapear a produção, privilegiando os ensaios acerca da relação de poder nesse “universo de conivências” – das redações, rádios, TVs, etc. –, como também nos intercâmbios com a sociedade civil e as esferas de governo. Deseja-se contemplar análises tanto no que se convencionou chamar História do Tempo Presente, como também nas relações do historiador e/ou dos cientistas sociais, e os jornalistas e sua “História do imediato”.
Motes como: o percurso de jornais, revistas, rádios, TVs, conglomerados de informação, etc., bem como dos seus jornalistas, são os itens a serem considerados. Questões como o acesso à informação e o interdito – a Censura; a percepção da imprensa como empresa privada que vende um serviço de utilidade pública; a atuação de intelectuais [jornalistas/homens de jornal], engajados politicamente à esquerda, ou a serviço do Estado [Earthly authority ou intelectocratas], seus itinerários e engajamento políticos; a constituição das esferas públicas e a função da imprensa versus o processo de cidadania republicana brasileira, são demandas importantes a serem aglutinadas.
As redes de convivência e os códigos de sociabilidade no interior desses grupos de jornalistas/intelectuais se tornam também a clave para compreender os valores e as propostas constituídas nessas comunidades e sua sintonia com o panorama político no Brasil do século XX.

Unidades:
A dinâmica se divide em duas etapas. Na primeira parte do curso, serão arrolados conceitos e práticas que permearam esses estudos. Na segunda parte, foram selecionadas reflexões, publicadas ou não, que delineie o campo explorado. O alvo central da reflexão é destrinchar a metodologia aplicada para desenvolvê-los.

Bibliografia Básica (máximo de 10 obras):
ABRAMO, Cláudio. A regra do jogo: o jornalismo e a ética do marceneiro. SP, Companhia das Letras, 1988.
ABREU, João Batista de. As manobras da informação: análise da cobertura jornalística da luta armada no Brasil (1965-1979). RJ, Mauad/EdUFF, 2000.
ALVIM, Thereza Cesario (Org.). O golpe de 64: a imprensa disse não. RJ, Civilização Brasileira, [1979].
ANDRADE, Jeferson Ribeiro de. Um jornal assassinado: a última batalha do Correio da Manhã. RJ, José Olympio, 1991.
AQUINO, Maria Aparecida de. Censura, imprensa, Estado autoritário (1968-1978): o exercício cotidiano da dominação e da resistência. O Estado de S. Paulo e o Movimento. Bauru, Edusc, 1999.
ARAÚJO, Maria Paula Nascimento. A utopia fragmentada: as novas esquerdas no Brasil e no mundo na década de 1970. RJ, FGV, 2001.
BALANDIER, Georges. O poder em cena. Brasília, Editora da UnB, 1982.
BEDARIDA, François. Temps présent et présence de l’histoire. In: IHTP – Institut d’Histoire du Temps Présent. Écrire l’histoire du temps présent. Paris, CNRS Éditions, 1993.
_____. The social responsability of the historian. Diogène, n. 168, 1995.
BERG, Creuza de Oliveira. Os mecanismos do silêncio: expressões artísticas e o processo censório no regime militar; Brasil, 1964-1984. SP, 1997. Dissertação (Mestrado) — FFLCH/USP.
BERSTEIN, Serge. L’historien et la culture politiques. Vingtième siècle. Revue d’histoire, n. 35,
p. 67-77, 1992
BOBBIO, Norberto. Público/Privado. Enciclopédia Einaudi. Porto, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1989. v. 14: Estado-Guerra, p.177-90.
_____. Intelectuais e poder. SP, Unesp, 1997.
BOCCANERA, Sílio. An experiment in prior restraint press censorship in Brazil, 1972-1975. Dissertação (Mestrado) — University of Southern California, 1978.
BOURDIEU, Pierre. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. (Orgs.). Usos e abusos da história oral. RJ, FGV, 1996.
BOUTIER, Jean; JULIA, Dominique (Orgs.). Passados recompostos: campos e canteiros da história. RJ, Ed. UFRJ/FGV, 1998.
BUCCI, Eugênio. Sobre ética e imprensa. SP, Companhia das Letras, 2000.
BUSETTO, Aureo. Pela legitimidade de prever: Ibope, imprensa e lideranças políticas nas eleições paulistas de 1953 e 1954. Estudos Históricos, n. 31, 2003.
CAPELATO, Maria Helena. O bravo matutino. SP, Alfa-Ômega, 1980.
CAPELATO, Maria Helena; MOTA, Carlos Guilherme. História da Folha de S.Paulo: 1921-1981. SP, Impres, 1981.
CARTA, Mino. O castelo de âmbar. RJ, Record, 2000.
CHAGAS, Carlos. 113 dias de angústia. RJ, Agência Jornalística Image, 1970.
_____. Resistir é preciso. RJ, Paz e Terra, 1975.
_____. A guerra das estrelas (1964/1984): os bastidores das sucessões presidenciais. 4ª ed. Porto Alegre, L&PM, 1985.
_____. O Brasil sem retoque, 1808-1964: a história contada por jornais e jornalistas. RJ, Record, 2001.
CHARTIER, Roger. Culture écrite et société: l’ordre des livres (XIV-XVIIIème siècles). Paris, Albin Michel, 1996.
CHAUVEAU, A.; TÉTARD, P. (Orgs.). Questões para a história do presente. SP, Edusc, 1999.
CLARK, Walter. O campeão de audiência. SP, Best Seller, 1991.
CONTI, Mario Sergio. Notícias do planalto: a imprensa e Fernando Collor. SP, Companhia das Letras, 1999.
CONY, Carlos Heitor. O ato e o fato: crônicas políticas. RJ, Civilização Brasileira, 1979.
COUTO, André Luís Faria. O suplemento do Diário de Notícias nos anos 50. RJ, FGV/CPDOC, 1992.
CURRY, Jane Leftwich. The black book of polish censorship. New York, Random House, 1984.
CURRY, Jane Leftwich; DASSIN, Joan R. Press control around the world. New York, Praeger, 1982.
DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos. RJ, Graal, 1986.
_____. Boêmia literária e revolução: o submundo das letras no Antigo Regime. SP,Companhia das Letras, 1989.
_____. O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. SP, Companhia das Letras, 1990.
_____. Berlin journal: 1989/1990. New York, W. W. Norton, 1991.
_____. Edição e sedição: o universo da literatura clandestina no século XVIII. SP, Companhia das Letras, 1992.
_____. The corpus of clandestine literature in France, 1769-1789. New York, W. W. Norton, 1995.
_____. O iluminismo como negócio: história da publicação da Enciclopédia, 1775-1780. SP, Companhia das Letras, 1996.
_____. Os best-sellers proibidos da França pré-revolucionária. SP, Companhia das Letras, 1998.
_____; ROCHE, Daniel (Orgs.). Revolução impressa: a imprensa na França (1775-1800). SP, Edusp, 1996.
DEBBASCH, Charles; BOURDON, Jacques. Les associations. Paris, Presses Universitaires de France, 1997.
DELGADO, Ariel. Agresiones a la prensa (1991/1994). Buenos Aires, Asociación Madres de Plaza de Mayo, 1995.
DINES, Alberto et al. Os idos de março e a queda de abril. RJ, José Álvaro Editor, 1964.
_____. Papel do jornal. RJ, Artenova, 1970.
_____. Censorship of the press in Brazil. 1975. (Mimeografado).
_____ (Org.). Histórias do poder: 100 anos de política no Brasil. SP, Editora 34, 2000. v. 1, Militares, igreja e sociedade civil; v. 2, Ecos do Parlamento; v. 3, Visões do Exército.
FERES, Sheila Maria. A censura, o censurável, o censurado. SP, 1980. Tese (Doutorado) — Fundação Escola de Sociologia e Política de SP.
FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína (Orgs.). Usos e abusos da história oral. RJ, FGV, 1996.
FERREIRA, Marieta de Moraes. A nova “Velha História”: o retorno da história política. Estudos Históricos, n. 10, p. 265-71, 1992.
FICO, Carlos. Reinventando o otimismo: ditadura, propaganda e imaginário social no Brasil (1969/1977). SP, 1996. Tese (Doutorado) – FFLCH/USP.
_____. Como eles agiam. Os subterrâneos da ditadura militar: espionagem e polícia política. RJ, Record, 2001.
FRANK, Robert. La mémoire et l’histoire. Les Cahiers de L’IHTP, n. 21, p. 65-72, 1992.
GAZZOTTI, Juliana. Imprensa e ditadura: a revista Veja e os governos militares (1968/1985). São Carlos, 1998. Dissertação (Mestrado) — UFSCar.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. 9ª ed. RJ, Civilização
Brasileira, 1995.
HABERMAS, Jürgen. Do jornalismo literário aos meios de comunicação de massa. In: MARCONDES
KENSKI, Vania Moreira. O fascínio do Opinião. Campinas, 1990. Tese (Doutorado) — Faculdade
de Educação/Unicamp.
KHÉDE, Sônia Salomão. Censores de pincenê e gravata: dois momentos da censura teatral no
Brasil. RJ, Codecri, 1981.
KOTSCHO, Ricardo. Explode um novo Brasil: diário da Campanha das “Diretas”. SP, Brasiliense, 1984.
LACOUTURE, Jean. L’histoire immediate. In: LE GOFF, J. La nouvelle histoire. Paris, Complexe, 1998.
MACHADO, José Antonio Pinheiro. Opinião x Censura: momentos de um jornal pela liberdade. Porto Alegre, L&PM, 1978.
MAIA, Maurício. Henfil e a censura: o papel dos jornalistas. SP, 1999. Dissertação (Mestrado) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de SP.
MARCONI, Paolo. A censura política na imprensa brasileira, 1968-1978. 2ª ed. SP, Global, 1980.
MARTÍNEZ, Tomás Eloy. O vôo da rainha. RJ, Objetiva, 2002.
MARTINS, Ricardo Constante. Ditadura militar e propaganda política: a revista Manchete durante o governo Médici. São Carlos, 1999. Dissertação (Mestrado) — Departamento de Ciência Política, UFSCar.
REGO, Norma Pereira. Pasquim: gargalhantes pelejas. RJ, Relume-Dumará, 1996.
RIOUX, Jean-Pierre. Entre histoire et journalisme. In: CHAUVEAU, A.; TÉTART, P. (Orgs.). Questions à l’histoire des temps présents. Bruxelles, Éditions Complexe, 1992.
_____. La mémoire collective. In: RIOUX, J.P.; SIRINELLI, J. F. (Orgs.). Pour une histoire culturelle. Paris, Seuil, 1997. p. 325-54.
_____. Entre história e jornalismo. In: CHAUVEAU, A.; TÉTARD, P. (Org.). Questões para a história do presente. SP, Edusc, 1999.
ROUSSO, Henry. Les usages politiques du passé: histoire et mémoire. In: Histoire politique et sciences sociales. Paris, Complexe, 1991.
_____. A memória não é mais o que era. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. (Orgs.). Usos e abusos da história oral. RJ, FGV, 1996.
_____. O arquivo ou o indício de uma falta. Revista Estudos Históricos, RJ, CPDOC/FGV, v. 9, n. 17, 1996.
SACCHETTA, Hermínio. O caldeirão das bruxas e outros escritos políticos. Campinas, Ed. Unicamp, 1992.
SECRETARIA ESPECIAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PREFEITURA DA CIDADE DO RJ. Correio da Manhã: compromisso com a verdade. RJ, Imprensa Oficial da Cidade, 2001. (Cadernos da Comunicação, Série Memória, n. 1).
SIMÕES, Inimá. Roteiro da intolerância: a censura cinematográfica no Brasil. SP, Editora Senac/Terceiro Nome, 1999.
SIRINELLI, Jean-François. Os intelectuais. In: RÉMOND, R. (Org.). Por uma história política. RJ, Editora da FGV, 1996.
_____. A geração. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. (Orgs.). Usos e abusos da história oral. RJ, FGV, 1996.
_____. Ideologia, tempo e história. In: CHAUVEAU, A.; TÉTARD, P. (Orgs.). Questões para a história do presente. SP, Edusc, 1999.
SMITH, Anne-Marie. A forced agreement: press acquiescence to censorship in Brazil. Pittsburgh, University of Pittsburgh Press, 1997.
_____. Um acordo forçado: o consentimento da imprensa à censura no Brasil. RJ, FGV, 2000.
SOARES, Gláucio A. D. A censura durante o regime autoritário. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 4, n. 10, 1989.
SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. 4ª ed. RJ, Mauad, 1999.
SOUZA, Ulysses Alves. A história secreta de Veja. Imprensa, p. 75-105, set. 1988.
TASCHNER, Gisela. Folhas ao vento: análise de um conglomerado jornalístico no Brasil. SP, Paz e Terra, 1992.
UCHA, Danilo da Silva. O poder da imprensa alternativa pós-64: história e desdobramentos. 2aed. RJ, RioArte, 1985.
WEFFORT, Francisco. Jornais são partidos?.Lua Nova. Cultura e Política. SP, Brasiliense, v. 1, n. 2, p. 37-40, 1984.

Avaliação:
Serão duas avaliações. A apresentação de um seminário e a elaboração de um trabalho final.

Cidadania e memória no Brasil pós-1930 – Luigi Bonafé e Marcus Dezemone

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professores: Luigi Bonafé e Marcus Dezemone
Disciplina:
Tipo:
Eixo Cronológico: História Contemporânea
Linha Temática: Poder & Idéias Políticas

Período: 2 / 2007
Turno: Tarde
Horário: 4ª-feira de 14h às 18h

Programa de Disciplina
Título: Cidadania e memória no Brasil pós-1930

Objetivos:
Abordar algumas das principais contribuições da historiografia sobre a história política da República brasileira no pós-1930, com destaque para os recentes debates acadêmicos. Serão discutidas as mobilizações políticas e conflitos sociais em torno da construção de noções de direitos para o exercício da cidadania, articuladas às disputas pelas representações dos fatos e processos históricos no período. Grande ênfase será conferida para as diferentes memórias construídas sobre a história recente do Brasil, articulando-as à historiografia, num balanço introdutório que contempla as condições sociais de produção tanto das visões clássicas quanto das novas interpretações.

Unidades:
UNIDADE I — Cidadania e memória
1.1. Cidadania: direitos civis, direitos políticos e direitos sociais
1.2. Memória social: os usos do passado

UNIDADE II — A Era Vargas (1930-1945)
2.1. Revolução de 1930
2.2. CLT e invenção do trabalhismo
2.3. O Queremismo e a redemocratização de 1945

UNIDADE III — A experiência democrática (1945-1964)
3.1. O colapso do colapso do populismo
3.2. Crises da República: 1954, 1955 e 1961
3.3. Os anos JK: democracia e desenvolvimento?
3.4. Reformas de base e radicalização política

UNIDADE IV — Ditadura militar, esquerdas e sociedade
4.1. Golpe civil-militar de 1964 e o recente debate historiográfico
4.2. “Milagre” econômico
4.3. Esquerdas revolucionárias e luta armada
4.4. Abertura e redemocratização: a memória da ditadura

UNIDADE V — A “Nova República”
5.1. Da “Constituição cidadã” ao impeachment
5.2. O ataque à Era Vargas: “neoliberalismo” e privatizações
5.3. Plano Real e memória da “Era FHC”
5.4. O governo Lula

Bibliografia Básica (máximo de 10 obras):
1. CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
2. DAMATTA, Roberto. A Casa e a Rua. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1991.
3. GOMES, Ângela de Castro. A invenção do trabalhismo. 3ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. [1988]
4. FERREIRA, Jorge (org.). O populismo e sua história: debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
5. GASPARI, Elio. As Ilusões Armadas. 2 volumes. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.
6. MATTOS, Marcelo Badaró. Greves e repressão policial ao sindicalismo carioca. Rio de Janeiro: APERJ/FAPERJ, 2003.
7. GOMES, Angela de Castro (org.). O Brasil de JK. 2ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2002. [1ª ed.: 1991]
8. FIGUEIREDO, Argelina Cheibub. Democracia ou Reformas? Alternativas democráticas à crise política: 1961-1964. São Paulo: Paz e Terra, 1993.
9. REIS, Daniel Aarão, RIDENTI, Marcelo, MOTTA, Rodrigo Patto Sá (orgs.). O golpe e a ditadura militar: quarenta anos depois (1964-2004). Bauru, SP: Edusc, 2004.
10. LAMOUNIER, Bolívar, FIGUEIREDO, Rubens (orgs.). A Era FHC: um balanço. São Paulo: Cultura Editores Associados, 2002.

Avaliação:
A turma será dividida em grupos (quantidade a combinar de acordo com o número de inscritos no curso). Cada grupo será submetido a pelo menos três tipos de avaliação ao longo do curso, cada um deles referido a textos obrigatórios distintos:

 


Atividade

Instrumento de avaliação

Tipo

1

Fichamento – escrito através de uma via impressa e outra em meio eletrônico

Coletivo – Grupo

2

Seminário – apresentação oral

Coletivo – Grupo

3

Comentários críticos do texto – escrito com uma via impressa

Coletivo – Grupo

 
Será aprovado o aluno que:
– obtiver 75% de presença
– realizar as atividades propostas com desempenho avaliado em grau superior a seis (6,0).

Observações:
As aulas expositivas do curso serão ministradas com o uso de recursos multimídia e farta utilização de material audiovisual, incluindo charges, gráficos, tabelas, vídeos, músicas e outras fontes primárias ou secundárias (desde que haja, é claro, disponibilidade de projetor multimídia).

Hist. do Poder e das Idéias Pol. nas Américas na Época Contemporânea – Cecília Azevedo

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor: Cecília Azevedo
Disciplina: Hist. do Poder e das Idéias Pol. nas Américas na Época Contemporânea
Tipo:
Eixo Cronológico: Contemporânea
Linha Temática: Poder e Idéias Políticas

Período: 2/2007
Turno: MANHÃ
Horário: 3as/5ªs 8:00 -10:00h

Programa de Disciplina
Título: CULTURAS POLÍTICAS E DIÁLOGOS INTERCULTURAIS NAS AMÉRICAS

Objetivos:
O objetivo do curso é discutir ferramentas conceituais para a análise das relações interamericanas no contexto pós-colonial, considerando não apenas os aspectos políticos e institucionais, mas especialmente os componentes ideológicos e simbólicos dessas relações. Mitos e estereótipos que moldam o imaginário coletivo e as percepções de intelectuais e atores políticos latino e norte-americanos são avaliados à luz dos sucessos e fracassos de diversas iniciativas norte-americanas em relação à América Latina a partir da segunda guerra mundial. Parte-se do pressuposto de que a política interna e a política externa são indissociáveis, o que exige a compreensão dos embates entre diferentes correntes e culturas políticas nacionais.
Assinala-se a centralidade do que se poderia chamar de empreendimento epistemológico – produção e difusão em escala crescente de narrativas escritas e visuais sobre a América Latina e as negociações de valores e praticas culturais promovidas por diferentes mediadores culturais

Unidades:
– História Cultural das Relações Internacionais e o contexto pós-colonial;
– Discussão conceitual: cultura política; imaginário social; trânsito simbólico e consumo cultural;
– Política Externa: midia, think tanks e opinião pública;
– Pan-americanismo: projetos antagônicos;
– A década de 40 e a Boa Vizinhança;
– A década de 60 e a Aliança para o Progresso: as teorias da modernização

Bibliografia Básica (máximo de 10 obras):
DUTRA, Eliana R. de Freitas. “História e Culturas Políticas – Definições, usos e genealogias”. In: Varia História, Departamento de História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, n. 28, 2001, Belo Horizonte, Depart. de História da Fafich, UFMG, 2002, pp. 13-28.
Culturas Politicas: ensaios de historia cultural, historia politica e ensino de historia.
Rachel Soihet, Maria Fernanda B. Bicalho e Maria de Fatima Gouvea. Rio de Janeiro,
Mauad, 2005.
BERLOWITZ, L.; Donohue, D. e Menand L. (org) A América em Teoria. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1993.
SAID, Edward W. Cultura e Imperialismo. São Paulo, Cia da Letras, 1995.
SACHS, Viola e outros. Religião e Identidade Nacional: Brasil e Estados Unidos. Rio de Janeiro, Graal, 1988.
MILZA, P. Política interna e política externa e BECKER, Jean-Jacques. A opinião pública. In: René Remond (org) Por uma História Política. Rio de Janeiro, Editora UFRJ/Editora FGV, 1996.
SHOULTZ, Lars Estados Unidos: poder e submissão: uma história da política externa norte-americana em relação à América Latina. Bauru/SP, EDUSC, 2000
NYE Jr, Joseph. S. O Paradoxo do Poder Americano. SP, UNESP, 2002.
LESSA, Mônica. “Relações culturais internacionais”. In: Olhares sobre o político: novos ângulo, novas perspectivas. Lená Medeiros, Denise Rollember, Oswaldo Munteal Filho (orgs). Rio de Janeiro, Eduerj, 2002
WALLERSTEIN, Immanuel. O declínio do Poder Americano. Rio de Janeiro, Contraponto, 2004.
JUNQUEIRA, Mary Anne. Ao Sul do Rio Grande: Imaginando a América Latina em Seleções: Oeste, Wilderness e Fronteira (1942-1970). Bragança Paulista/EDUSF, 2000.
KENNEDY, Robert. O Desafio da América Latina. Rio de Janeiro, Ed. Laudes, 1968.
AYERBE, Luis Fernando. Estados Unidos e América Latina: a construção da hegemonia. São Paulo, Editora UNESP, 2002.
———————————– O Ocidente e o “Resto”: A América Latina e o Caribe na cultura do Império. Buenos Aires, CLACSO, 2003.
PECEQUILO, Cristina Soreanu. A política externa dos Estados Unidos. Porto Alegre, Editora UFRGS, 2003.
TOTA, Antônio Pedro. O Imperialismo Sedutor. São Paulo, Cia das Letras, 2000.
RIOUX, Jean Pierre & SIRINELLI, Jean François. Para uma História Cultural. Lisboa, Ed. Estampa, 1998.
LESSA, Mônica. “Relações culturais internacionais”. In: Olhares sobre o político: novos ângulo, novas perspectivas. Lená Medeiros, Denise Rollemberg, Oswaldo Munteal Filho (orgs). Rio de Janeiro, Eduerj, 2002.
LIPPMANN, Walter. A política exterior dos Estados Unidos. Rio de Janeiro, Atlântica Editora, 1944

Avaliação:
Prova escrita individual (valendo 5,0); Seminário em grupo (valendo 4,0) participação nas discussões de texto (1,0)

História Econômico-Social das Sociedades Africanas – Marcelo Bittencourt

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor: Marcelo Bittencourt
Disciplina: História Econômico-Social das Sociedades Africanas
Eixo Cronológico: Contemporânea
Linha Temática: Econômico-social

Período: 2/2007
Turma: N1
Horário: 2fª. 20/22 e 6fª. 18/20

Ementa: Diferentes colonialismos no tempo e no espaço. Revoltas camponesas e a gênese das ideologias anticoloniais. O mundo da Guerra-Fria e a articulação terceiro-mundista. Contexto histórico e político da descolonização/libertação e suas etapas. As propostas nacionalistas na África subsaariana: moderados, radicais e o socialismo africano. As vocações econômicas em função das metrópoles. Instabilidade regional e Guerra Civil. Planos de ajuste estrutural e o avanço da crise africana. Processos de modernidade: substituição de importações, urbanização, socialismo e capitalismo. Estado e acumulação privada: corrupção e exclusão. Globalização e marginalização econômica. Etnicidade, poder, novos atores e desagregação do Estado.

Programa de Disciplina
Título do Programa: Os desafios da África colonial e pós-independente.

Objetivos:
Compreender o percurso e as diferenças do processo colonial na África subsaariana.
Estudar a resistência e as lutas anticoloniais em suas diferentes etapas.
Identificar os processos de independência: negociação política e luta armada.
Conhecer a diversidade e a complexidade dos processos históricos pós-independência.

Unidades:
Unidade I – O final do século XIX e o processo de disputa pelo continente.
1.1 A política de alianças.
1.2 A resistência africana.
1.3 A intensificação da exploração colonial.

Unidade II – Diferentes colonialismos e resistências no tempo e no espaço
2.1 O aumento da migração européia e a mudança colonial: intensificação da exploração.
2.2 A resistência africana e o debate historiográfico sobre o tema
2.3 O messianismo como resposta à expansão cristã e ao ensino colonial.
2.4 Os mecanismos e as formas de exploração da mão-de-obra.

Unidade III – Os anticolonialismos e a descolonização
3.1 Revoltas camponesas
3.2 Ideologias anticoloniais: pan-africanismo e negritude.
3.3 O mundo da Guerra-Fria e a articulação terceiro-mundista.
3.4 Contexto histórico e político da descolonização/libertação e suas etapas.
3.5 A África Austral.

Unidade IV – O Pós-colonial
4.1 As políticas econômicas pós-coloniais.
4.2 Instabilidade regional e Guerra Civil.
4.3 Planos de ajuste estrutural e o avanço da crise africana.
4.4 Globalização, Estado e acumulação privada: corrupção e exclusão.
4.5 Etnicidade, poder, novos atores e desagregação do Estado.

Bibliografia de Referência:
APPIAH, Kwame A. A Casa de Meu Pai. A África na Filosofia da Cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
BENOT, Yves. As ideologias políticas africanas. Lisboa: Sá da Costa, 1980.
BOAHEN, A ADU (Coord.). História Geral da África. A África sob dominação colonial. São Paulo: Ática / UNESCO, v.VII, 1991.
CHALIAND, Gérard. Mitos Revolucionários do Terceiro Mundo. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
HODGES, Tony. Angola. Do afro-stalinismo ao capitalismo selvagem. Cascais (Portugal): Principia, 2002.
ILIFFE, John. Os africanos. História dum continente. Lisboa: Terramar, 1999.
LOPES, Carlos. Compasso de espera. O fundamental e o acessório na crise africana. Porto: Afrontamento, 1997.
SANTIAGO, Theo (org.). Descolonização. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.
SERRA, Carlos (org.). Racismo, Etnicidade e Poder. Maputo: Universidade Eduardo Mondlane, 2000.

Avaliação:
Duas provas (presencial, individual e sem consulta).

História da Cultura, Mentalidades e Ideologias na África – Marcelo Bittencourt

agosto 13, 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Centro de Estudos Gerais
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Área de História
Departamento de História
Curso de Graduação em História

Professor: Marcelo Bittencourt
Disciplina: História da Cultura, Mentalidades e Ideologias na África.
Eixo Cronológico: Contemporânea
Linha Temática: Cultura, Ideologias e Mentalidades
Período: 2/2007
Turma: N1
Horário: 2fª. 18/20 e 6fª. 20/22

Ementa:
O impacto do fim do tráfico nas rotas comerciais e nas sociedades da África centro-ocidental e oriental. O final do século XIX e o processo de disputa por espaço e poder nas novas colônias. A política de alianças. Assimilados, Crioulos, filhos da Terra, Luso-Africanos, Nativistas e Híbridos: as diferentes designações da História, da Antropologia e da Literatura. A resistência e a negociação africana. A intensificação da exploração colonial. O aumento da migração européia. Diferentes colonialismos no tempo e no espaço. O “contrato” de trabalho. Trabalho forçado e cultura obrigatória. O lusotropicalismo, seu uso e as críticas que levanta.

Programa de Disciplina
Título do Programa: Etnicidade, hibridismo cultural e crioulidade: Angola e Moçambique no final do século XIX e XX.

Objetivos:
Compreender o percurso e as diferenças do processo colonial na África subsaariana.
Estudar as resistências anticoloniais em diferentes etapas.
Identificar os diferentes registros e as conexões entre a história, a antropologia e a literatura.

Unidades:
Unidade I – A discussão inicial no campo da História
O caso angolano
O caso moçambicano
A estratégia colonial
A luta africana dentro do colonialismo português

Unidade II – A aproximação ao Lusotropicalismo
O que dizia Gilberto Freyre
Sua fase lusitana
A crítica africanista ao lusotropicalismo

Unidade III – A polêmica no campo literário
Literatura africana e literatura colonial
Opositores e defensores
A extrapolação para a discussão racial

Unidade IV – A retomada da discussão e seus desdobramentos
Híbridos, mestiços e transculturais da antropologia
O mediador cultural da história
Falamos da mesma coisa? Os focos de cada área.

Bibliografia de Referência:
ANDRADE, Mário Pinto de. Origens do nacionalismo africano. Lisboa: Dom Quixote, 1997.
CASTELO, Claudia. O Modo português de estar no mundo. O lusotropicalismo e a ideologia colonial portuguesa. Lisboa, afrontamento, 1999.
COSME, Leonel. Crioulos e Brasileiros de Angola. S/l, Novo Imbondeiro, 2001.
FREYRE, Gilberto. Aventura e rotina. Sugestões de uma viagem à procura das constantes portuguêsas de caráter e ação. Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1953.
HANNERZ, Ulf. Fluxos, Fronteiras, Hibridos: Palavras-chave da antropologia transnacional. Mana 3 (1), 1997.
NETO, Conceição. Ideologias, contradições e mistificações da colonização de Angola no século XX. Lusotopie, 1997.
OLIVEIRA, Mário António F. Luanda, “ilha” crioula. Lisboa, Agência Geral do Ultramar, 1968.
ROCHA, Aurélio. Associativismo e Nativismo em Moçambique. Maputo: Promedia, 2002.
TAVARES, Ana Paula e SANTOS, Catarina Madeira. Africae Monumenta: a apropriação da escrita pelos africanos. Lisboa: IICT, 2002.
ZAMPARONI, Valdemir. Entre Narros & Mulungos. Tese de Doutorado, História, USP, 1998.

Avaliação:
Duas provas (presencial, individual e sem consulta)